O consumo da computação em nuvem é freqüentemente comparado com eletricidade porque ambos fornecem recursos que variam de acordo com a demanda e, por isso, são chamados de modelos “pague o quanto utilize”. Diferente da nuvem, entretanto, você não compra eletricidade por “parcela/pedaço”, adivinhando o tamanho antes, além da conta não dobrar quando você usa apenas um pouquinho a mais dessa eletricidade.

A nuvem tem sido um passo de grande tecnologia tanto pela sua implementação acessível quanto pelo seu custo e eficiência. Pode-se chamá-la de tecnologia mais disruptiva da última década.

Em tempos de mudanças contínuas, a nuvem hoje já apresenta disrupções. Isso acontece porque significativos recursos da nuvem são desperdiçados/perdidos, revelando ineficiência também nesta eficiente tecnologia. Esta particularidade se aplica aos recursos e armazenamento da nuvem. Muitas companhias não fazem checagens de rotina para ver o quanto de capacidade elas estão utilizando, por isso na maioria dos casos, elas estão pagando a mais por recursos que nunca foram utilizados.

Quando você procura implementar uma solução de um fornecedor de cloud, é deparado com uma vasta gama de tamanhos de VT (máquinas virtuais) para escolher. Por exemplo, abaixo estão algumas das opções da AWS:

A mesma abordagem é utilizada pela Azure, Google Cloud (ambos os quais a Jelastic tem uma integração técnica), Digital Ocean e muitos outros.

O primeiro desafio aqui é encontrar o tamanho que seja suficiente para uma boa performance durante um carregamento médio e que ainda tenha fôlego extra para escalar na sua máquina, se necessário. O segundo desafio surge quando seu VM atual se torna muito pequeno para o que o projeto precisa e você tem que partir para um VM mais poderoso que será normalmente duas vezes maior.

O problema é que você está sempre provisionando além do que é necessário, especialmente durante períodos de baixo uso. Como resultado, você está ainda pagando por estes recursos reservados, porém não utilizados. Quando você começa a crescer a sua infraestrutura horizontalmente – adicionando mais VMs – você agrava o problema ao ter múltiplos VMs com capacidade inutilizada. Os recursos desperdiçados aumentam proporcionalmente e, como resultado, a eficiência cai ainda mais.

O modelo de pagamento “pay as you go” no sistema CLOUD não é nem de perto tão flexível quanto ao pagamento da conta de luz. Você simplesmente não pode pedir um VM que precisamente encaixe nas suas demandas de projeto naquele momento e que escale sem configurações extra e esforços migratórios enquanto o carregamento cresce. Como resultado, você solicita mais VMs e continua a pagar por recursos não utilizados. Por exemplo, o Google Cloud admite que o problema existe e tenta fornecer dicas quando o estão muito provisionados.

O tráfego na AWS, MS Azure e outros clouds já está vinculado no modelo de pagamento “pay as you use”, portanto os usuários não compram a capacidade antes, mas são cobrados de acordo com o seu real consumo. A proposta deste tipo de cobrança se torna possível para toda a plataforma como um serviço (PaaS), os quais criam mais flexibilidade baseado no quão grande é o seu carregamento em qualquer momento. Durante os últimos três ou quatro anos, nós temos visto as notícias referentes a tecnologia container que adicionou ao jogo uma mudança na granularidade dos recursos . Como resultado, cada container pode ser escalado verticalmente levando em consideração que o carregamento muda no presente momento. Portanto você paga pelo consumo real e não precisa fazer reconfigurações complexas para alinhar ao projeto de crescimento.

Mesmo assim, não há ainda movimento ativo para o modelo “pay as you use”, já que muitos fornecedores não oferecem nuvens com a pura tecnologia contêiner. Se você hospeda contêineres dentro de um VM, você ainda está preso ao seu tamanho e paga por recursos não utilizados.

Obviamente, o seu gasto depende altamente do fornecedor de cloud escolhido, qual unidade de recurso é utilizada como passo escalável, a disponibilidade de escalonamento automático, etc. Então para atingir a máxima eficiência, peça ao seu fornecedor de cloud para mudar para o modelo de cobrança “pay as you use” com pequenos degraus de escalonamento e suave redimensionamento baseado no carregamento, de modo que não se provisione recursos extra sem a devida necessidade.

Hoje, TI está sendo constantemente cobrada a fazer mais com menos, e a eficiência do cloud, uma vez inovadora, agora vem sendo disruptiva. Você tem o direito de demandar mudanças dos fornecedores de cloud. O sucesso da conteinerização é mais do que uma oportunidade atual. É um aviso de que novos modelos de cloud continuam a surgir, deixando para trás o que atualmente parece o melhor em custo/benefício e eficiência. Enfim, são boas notícias.

Fonte: https://jelastic.com/blog/deceptive-cloud-efficiency-do-you-really-pay-as-you-use/